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IA transformando o direito na prática

Neste episódio, exploramos como a inteligência artificial está revolucionando o trabalho dos advogados, desde a automação de tarefas até desafios éticos e legais. Saiba como legaltechs brasileiras e globais impulsionam essa transformação e veja dicas para começar a usar IA de forma segura e eficiente no jurídico.


Chapter 1

Mudanças no papel do advogado

Fernanda Coelho

Oi gente, tudo bem? Aqui é a Fernanda de novo, e hoje começamos a nova série de IA aplicada ao mercado de trabalho. Nesta série, conversamos sobre como a Inteligência Artificial está transformando o trabalho em diferentes profissões — não em um futuro distante, mas aqui e agora. Em cada edição, analiso uma profissão específica com notícias, casos práticos, ferramentas e como usar, sempre trazendo provocações para reflexão!

Fernanda Coelho

Hoje a gente vai falar de um tema que, olha, pra muita gente do mundo jurídico, tá virando assunto em todo café, grupo de WhatsApp, até conversa na fila do elevador do fórum: como a inteligência artificial tá mudando o trabalho do advogado na prática. E não é papo de futuro distante não, essa revolução já chegou e já tem escritório que sente no bolso — e no tempo! Sabe aquelas tarefas de revisar documento linha por linha, pesquisar jurisprudência naquele mar de decisões, ou montar dossiê com base em leis e pareceres? Então… agora muita coisa disso vira questão de clicar um botão e revisar um bom resumo feito por IA. Claro, ainda precisa olhar criticamente, corrigir, ver se fez sentido, mas o impacto é enorme. O próprio relatório da Thomson Reuters, aquele que a gente já citou em outros episódios, fala em economizar até 240 horas por ano por advogado. Imagina só ganhar esse tempo? Aí, novas habilidades passam a ser valiosas: saber ler com olhar crítico, gerenciar riscos éticos, como explicar para o cliente o que é IA e o que foi humano… Tá, mas calma, a adoção desse tipo de tecnologia não é igual pra todo mundo. Os grandes escritórios, que têm mais recurso, estão lá na frente; os pequenos e médios ainda tão meio perdidos, buscando qual ferramenta faz sentido, como encaixa isso na rotina, ou até esbarrando em cultura interna mesmo. É uma revolução, mas não é igual pra todo mundo, né? E daqui a pouco vou contar como tá essa história do lado brasileiro, mas antes, queria trazer um panorama global pra gente comparar.

Chapter 2

Tendências globais da legaltech

Fernanda Coelho

No cenário global, 2025 foi um ano e tanto no universo legaltech: quase 6 bilhões de dólares investidos. Sim, bilhões, com B. Isso mostra que investir em tecnologia pra direito não é coisa de nicho, é prioridade pra todo mundo: grandes fundos, startups, escritórios tradicionais correndo atrás. Uma tendência forte é ver esses escritórios bem grandões, tipo Cleary Gottlieb Steen & Hamilton, não só adotando ferramenta de prateleira, mas criando suas próprias soluções de IA, muitas vezes até comprando empresas pra acelerar isso. Então imagina, além de usar IA, eles passam a ter um diferencial que ninguém mais tem — um tipo de receita secreta pra acelerar trabalhos internos e ganhar vantagem no mercado. Agora, se engana quem pensa que só advogado tá usando IA. Nos Estados Unidos, até juiz já tá apoiando decisões administrativas ou resumo de petição com IA. Claro, tudo com cautela, revisão, não é que a IA decide, mas ela agiliza aquela parte braçal de ler, resumir, identificar pontos críticos. E isso muda a conversa: agora advogado tem que aprender também como o tribunal, o juiz, a parte de lá, pode estar usando IA no processo, o que coloca um tempero interessante nessa transformação toda. E antes da gente ir pra como isso tá rolando no Brasil, vale lembrar: todo esse movimento lá fora acaba ajudando e acelerando a adoção aqui também, porque aumenta a oferta de ferramenta, de benchmark, de exemplo real rodando.

Chapter 3

Cenário brasileiro da IA no direito

Fernanda Coelho

Aqui no Brasil, a revolução tá rolando — talvez menos barulho que nos Estados Unidos, mas não menos impacto, viu? Legaltechs brasileiras estão inventando moda pra valer: o caso da Inspira, focando em pesquisa e análise de jurisprudência, é aquele exemplo de ferramenta feita sob medida para a bagunça — digo, complexidade — do nosso sistema judicial. A gente tem mais de sessenta tribunais, decisões diferentes, acórdão daqui, súmula dali… difícil mesmo viver sem uma ajudinha de IA. E do lado do Judiciário, talvez vocês já tenham ouvido falar do sistema VICTOR lá do STF: ele ajuda a organizar, filtrar, recomendar processos. Não é que ele julga, né, mas pra um tribunal com fila do tamanho de um estádio, faz diferença demais. Agora, aquilo: grandes escritórios e departamentos vão puxando a fila e os pequenos vão atrás, experimentando, testando... E, como a gente discutiu em episódios passados — lembra daquele papo sobre Brasil se mexendo em IA de verdade? — esse movimento é claro no direito também. Ainda falta regulação específica e, sim, tem toda a discussão de ética, validação humana e governança, mas já se fala muito em responsabilidade, confidencialidade... Ou seja, vai além do hype, já tem aplicação real e preocupação prática sobre os próximos passos.

Chapter 4

Exemplos práticos de IA no jurídico

Fernanda Coelho

Vamos pra prática, que é o que realmente interessa — porque se for pra falar só de tendência, esse podcast nem existia, né? Um caso super marcante é o de escritórios de médio porte aqui do Brasil, que usaram IA tipo Inspira pra pesquisar jurisprudência: antes, dias e dias de pesquisa manual, lendo decisão uma a uma… agora, a IA já filtra, destaca o que interessa, resume, entrega quase pronto pra análise. O tempo que antes se gastava lendo cada acórdão vira tempo pensando na estratégia, em como argumentar melhor. Só esse ganho de tempo já paga a ferramenta, sem exagero. Outro exemplo interessante é revisão de contratos. Isso é pesadelo em departamento jurídico de empresa — centenas, milhares de contratos, e sempre aquele medo de deixar passar uma cláusula crítica. IA entra filtrando, organizando por risco e por importância, e o humano só precisa revisar o que realmente importa. Ficou concreta a diferença, né? E, bom, trocando experiências com colegas advogados, uma coisa que todos falam: o impacto maior é no tempo que sobra pra pensar — e não ficar só apagando incêndio, sabe? Fica mais fácil se aprofundar na análise estratégica, criar caminhos novos pro cliente, e isso, no fim das contas, levanta o nível do serviço pro cliente e pra todo mundo envolvido.

Chapter 5

Ferramentas de IA recomendadas

Fernanda Coelho

Agora, e se você quiser botar a mão na massa? Tem ferramenta pra quase todo gosto e tamanho de escritório. Começando das básicas: ChatGPT — aquele mesmo da OpenAI que muita gente usa pra várias coisas — funciona bem pra brainstorming jurídico, para montar rascunho de petições, resumir textos longos, sugerir argumentos. Só precisa lembrar: nunca use sem revisão, pelo amor! Pra tarefas um pouco mais especializadas, tem a Jurídico AI, um assistente virtual feito pra ajudar em peças e pesquisa. Ela agiliza a elaboração, mas, assim como o ChatGPT, precisa de revisão minuciosa. Não é varinha de condão, tem que olhar com olho crítico. E pra quem lida com volume brutal de processos, Inspira é das mais elogiadas pra pesquisa de jurisprudência. Tem gente grande usando, mas exige treinamento interno e governança — se jogar sem preparo, vira confusão. O mais importante é entender limitação de cada ferramenta e criar processo de revisão humana antes de confiar cegamente na IA — coisa que, aliás, já apareceu como tema crítico em outros episódios, especialmente quando falamos de responsabilidade.

Chapter 6

Reflexões e dilemas da IA no direito

Fernanda Coelho

E aí, chega naquela parte delicada: será que IA pode substituir o advogado? Olha, do que vejo — e como já conversamos quando discutimos ética e governança de IA por aqui antes —, IA é ferramenta, não substituto. O advogado ainda responde por cada opinião, cada parecer. Por mais mágica que pareça, IA pode errar feio, trazer informação desatualizada, enviesada, ou simplesmente produzir um texto bonito e errado. Já teve caso concreto de advogado sendo punido por confiar demais em output de IA sem revisar — então o melhor uso é como acelerador de rotina, não como motor de decisão final. Isso também levanta aquela responsabilidade: é o advogado que assina, que responde, que encara cliente, juiz, todo mundo. E outra: IA ajuda mais quem sabe perguntar, interpretar e explicar. O valor agregado mudou de “quem faz mais rápido” pra “quem interpreta e decide com profundidade”. E não podemos esquecer dos riscos: viés, erro, decisões baseadas em premissa errada. Usar IA de forma responsável é condição essencial pro setor não desandar e, inclusive, pra não virar notícia negativa por aí.

Chapter 7

Como começar de forma prática

Fernanda Coelho

Tá, Fernanda, e por onde que eu começo? Primeira dica prática: olha pro seu dia, identifica a dor principal — é volume absurdo de informação, falta de tempo pra revisar, dificuldade pra atualizar frente à jurisprudência? Testa a IA nessas tarefas menos críticas primeiro. Vai fazendo pequenas rotinas diárias, experimenta transformar aquele resumo que te faz perder meia hora num resumo gerado por ferramenta, que você só revisa. Sempre, sempre, com olhar crítico na checagem. Participe de grupos, webinars, troque ideia com colegas — sério, comunidade faz diferença demais, principalmente pra pegar atalhos e ver o que funciona na prática. Vou contar: no meu caso, foi criando rotina diária simples, usando IA toda manhã pra organizar ideias do dia, que vi mais impacto e menos risco — sempre misturando curiosidade e responsabilidade, e nunca largando da validação humana. E é isso, IA no direito não é moda, é tendência real — quem topa experimentar com cautela sai na frente, reduz risco, e já começa a perceber o valor de usar tecnologia certa, na hora certa.

Fernanda Coelho

Esse é o início de uma discussão longa e profunda, to aqui para colocar essa pulguinha atrás da sua orelha, e te provocar e pensar diferente. Não sou advogada, mas tenho visto como isso tem não só mudado a forma que eles trabalham, mas também como os clientes chegam mais informados. O que você achou? O que tem utilizado por ai? Espero que essas dicas simplifiquem, ao invés de complicar, a sua vida! Até o próximo episódio, porque ainda tem muito pano pra manga pelas frentes da IA que impactam outras profissões também! Não esqueça de me falar o que você espera ver por aqui! Até semana que vem!